WSOP: unindo o mundo do pôquer

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"Não importa de onde viemos; somos todos seres humanos. Deve haver apenas uma bandeira".

Estas foram as sábias palavras do embaixador do 888Poker Bruno Kawauti, durante um tête-à-tête no 888Live Barcelona.

E as palavras são apropriadas.

Em locais que vão desde as geleiras do Alasca até o escaldante Deserto do Saara, certamente haverá alguém neste exato momento travando alguma grave contenda. A humanidade parece tão dividida; a liberdade parece tão frágil. No entanto, há um lugar onde pessoas de diferentes cores, credos e habilidades se reúnem em solidariedade.

Refiro-me ao tecido verde-musgo da mesa de pôquer, e não existe melhor exemplo dessa unidade do que o World Series of Poker (WSOP).

Os maiores eventos esportivos sempre promovem a união

Em 2012, Londres sediou os Jogos Olímpicos. Vivo a pouco mais de 240 km de distância da capital, mas o clima de bem-estar chegou à minha cidade como uma onda supersônica. O mesmo clima se estabeleceu no país 1996 quando o Reino Unido foi sede do Campeonato Europeu de Futebol.

Trata-se de algo que vai além do simples orgulho nacional. É uma energia gerada por uma forte conexão humana. É a verdadeira essência do que significa fazer parte da humanidade. Quando emergimos da poeira africana há 1,7 milhão de anos, não estávamos sozinhos. Naquela época, estar sozinho ou fazer parte de um grupo era a diferença entre a vida e a morte. Os primeiros humanos deixaram esse poderoso continente em grandes tribos, que posteriormente se tornaram reinos e hoje encontram-se conectadas globalmente por meio da Rede mundial de computadores (a Internet).

A peregrinação anual ao WSOP é um dos eventos esportivos mais importantes do mundo e que não nos deixa esquecer de nossos direitos naturais e valores fundamentais. O evento prova que a humanidade pode colocar as diferenças de lado e se unir em um jogo sob uma única bandeira.

Mundo no World Series of Poker

Desde quando o WSOP começou a fazer registros, em 2006, ele já distribuiu 1.329 braceletes de ouro a jogadores de pôquer representando 42 nações distintas, 21% da população mundial.

Embora o gene ancestral do pôquer tenha surgido na China do século 10, foram as embarcações do Rio Mississippi o cenário no qual a forma moderna do jogo se desenvolveu. Portanto, não é surpresa que jogadores dos EUA dominem os rankings, especialmente porque o WSOP sempre foi realizado em Las Vegas desde o primeiro embaralhar e dar as cartas em 1970.

Os fãs mais calejados do pôquer nos 10 principais rankings vêm da Austrália, com jogadores atravessando 13.127 km, às vezes voando por 35 horas (incluindo escalas) para chegar à terra prometida.

James “AndyMcLEOD” Obst detém a 2ª posição nas classificações do Global Poker Index (GPI) australiano. Obst já ganhou mais de US$ 2.200.000 em torneios ao vivo e alguns outros milhões em jogos online. Em julho, Obst chegou à 13a posição no WSOP Main Event com pontuação de US$ 427.930. Sobre fazer a longa viagem para participar do evento, ele declarou:

"O WSOP oferece tudo que um jogador de pôquer poderia desejar. Todos os jogos, cacifes para todos os gostos e vários campos internacionais repletos de grandes profissionais, amadores e celebridades. O mais importante, porém, é que essa grande série representa uma oportunidade de mudança de vida para qualquer jogador".

O resto do mundo está diminuindo as diferenças

Analisando o número de braceletes distribuídos e fazendo uma comparação com o tamanho das populações, podemos afirmar que, embora os EUA dominem o cenário, os países escandinavos estão ganhando cada vez mais relevância.

A embaixadora do 888Poker Sofia Lovgren é um dos grandes expoentes escandinavos dos últimos anos. A jogadora sueca de pôquer que detém a primeira posição no mundo (classificações do GPI) já ganhou quase US$ 300.000 em torneios ao vivo, mas dedica a maior parte do seu tempo a jogos em mesas a dinheiro vivo em Macau.

Quando questionada sobre a importância dos jogadores suecos no WSOP, Lovgren afirmou o seguinte:

"O WSOP é esse evento multicultural porque todo mundo sabe que ele é o principal evento de pôquer do ano. Tanto jogadores recreacionais quanto grandes profissionais reúnem-se em Las Vegas para competir pelo prêmio de maior prestígio no pôquer. Independentemente de onde venha, todo jogador deseja o bracelete do WSOP Main Event.

"A Suécia tem vários competidores importantes, como Chris Björin e Martin Jacobson, e acredito que o bom desempenho do país se deve ao nosso foco, trabalho ético, paixão constante e determinação para fazer o melhor. Cuidado com os suecos neste verão!"

Contudo, as diferenças entre os EUA e o resto do mundo são cada vez menores. Em 2006, os estadunidenses levaram 80% dos braceletes em comparação aos 67% de 2016. E ainda em 2006, apenas 39 nações competiram no WSOP; atualmente o número chega a 131, um aumento de 236%.

O WSOP debuta em terras estrangeiras

Não é fácil sustentar o título de World Series of Poker quando sua turnê sempre se restringe a um único país. Para fazer justiça à equipe por trás da idealização do WSOP, essa situação vem mudando drasticamente nas últimas décadas.

Em 2007, a marca WSOP decidiu estabelecer base na Europa. Durante os primeiros quatro anos, Londres foi a sede da World Series of Poker Europe (WSOPE), sendo substituída pela França, com passagens por Cannes e Paris, antes de Berlim ter assumido por um único ano em 2015.

Ano passado, representantes do WSOP assinaram um novo contrato de vários anos com o King’s Casino em Rozvadov (República Checa) para sediar o WSOPE em um futuro próximo.

Na década a partir da qual o WSOP passou a ser realizado em países que não os EUA, jogadores de 29 nacionalidades ganharam braceletes fora de Las Vegas:

  1. EUA - 12
  2. Reino Unido - 5
  3. França - 4
  4. Dinamarca - 3
  5. Canadá - 3
  6. Grécia - 3
  7. Noruega - 2
  8. Portugal - 2
  9. Itália - 2
  10. Alemanha - 2

Os seguintes países ganharam apenas um bracelete: Afeganistão, Indonésia, Espanha, Nova Zelândia, Suécia, Tunísia, Suíça, Austrália, Itália, Finlândia e Uruguai.

Mais uma vez, são os americanos que assumem a liderança, apesar de os eventos serem realizados em território europeu, o que demostra a solidez da base de jogadores profissionais dessa parte do mundo.

Em 2013, o WSOP também decidiu iniciar operações na região da Ásia-Pacífico, realizando dois eventos em Melbourne que resultaram em 15 braceletes para cinco países. Como esperado, os australianos não fizeram feio na terra natal e ficaram com a maior parte dos prêmios.

  1. Austrália - 7
  2. EUA - 4
  3. Canadá - 2
  4. Malásia - 1
  5. Alemanha - 1

Observando a lista dos 10 maiores prêmios do WSOP, não acho que seja coincidência que jogadores dos países anfitriões (Reino Unido, França, Alemanha e Austrália) apareçam em peso, tamanha é a força de marketing do WSOP. Parece que, após terem dado uma olhada nos braceletes do WSOP, os países ficaram vidrados.

E isso não se aplica apenas aos festivais WSOPE e WSOP-APAC que atuam como bastiões da marca WSOP. Nos últimos anos, o World Series of Poker Circuit (WSOPC) também se tornou internacional com a turnê de 2016/17 passando por 16 lugares ao redor do mundo, incluindo Itália, Alemanha, Brasil, Austrália e França.

A mídia também desempenha um papel crucial no aumento da popularidade. A Internet significa mais pessoas tendo acesso à cobertura do WSOP do que antes. E as salas de pôquer online continuam enviando jogadores ao WSOP de todos os cantos do planeta por meio de qualificações de satélite, como Fernando Pons da Espanha que transformou US$ 30 em US$ 1.000.000 alcançando a 9ª posição no 2016 WSOP Main Event após se qualificar por meio do 888Poker.

O alcance mundial do WSOP

Encontrar um jogador de cada país seria um desafio para o WSOP, mas a pobreza e sistemas de crença impõem grandes obstáculos a esse projeto audacioso.

Setenta e um países ainda não agraciaram o WSOP e não foram embora sem levar pelo menos alguns centavos de lucro.

Aqui eles estão listados por continente:

  1. África - 37
  2. Ásia - 14
  3. Australásia - 9
  4. Europa - 6
  5. América do Norte - 4
  6. América do Sul - 1

Os países com a melhor estrutura para aumentar o peso global do WSOP são:

  1. Albânia
  2. Armênia
  3. Fiji
  4. Kosovo
  5. Montenegro

A única porção de terra atendendo aos parâmetros de país que, na minha opinião, jamais enviará um jogador ao WSOP é a Cidade do Vaticano.

O que tudo isso significa para o futuro do WSOP

Sempre que o mundo fica dividido, é possível encontrar no esporte uma forma de unir a humanidade, e a comunidade do pôquer tem servido bem ao planeta nesse quesito.

Para o WSOP, é uma realização monumental ter convertido sua marca em um gigante global que já atraiu jogadores de 131 países diferentes. No entanto, não consigo ver esses números deslocando-se do norte nos próximos anos.

Não consigo imaginar o WSOP preparando um festival estilo WSOPE/WSOP-APAC na África. Mesmo que isso ocorresse, o único lugar lógico para realizá-lo seria na África do Sul. Como o continente africano é vasto e assolado pela pobreza, não há sinal de que o número de 37 países mude em breve.

Muitas nações asiáticas que ainda não enviaram jogadores ao WSOP localizam-se no Golfo Pérsico, onde as regras sobre o jogo são algumas das mais rígidas do mundo. Sendo assim, mais uma vez, não há sinal de que ocorra um grande aumento no curto prazo.

Ainda que os números não aumentem, a comunidade não desistirá da tentativa de promover a união por meio de um simples jogo de cartas, e o WSOP continuará a fazer tudo que está a seu alcance para converter os maiores festivais de pôquer do mundo em um fenômeno verdadeiramente global.

Um jogo; uma bandeira; um festival que une o mundo

  • Os dados usados para determinar o número de países são provenientes da seguinte fonte: https://www.infoplease.com/countries-world
  • As informações sobre o número de países participantes do WSOP vêm deWSOP.com.
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